quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Associação de Antigos Alunos da Universidade da Madeira


Jornal da Madeira / Região / 2010-06-29

Medida vai de encontro a repto lançado pela associação dos antigos alunos
UMa revê em breve acreditação dos cursos

A Universidade da Madeira vai avançar, em breve, com uma profunda reforma do sistema de acreditação interna de cursos e de aprovação dos procedimentos que vão ser seguidos para a criação ou extinção dos mesmos. Esta medida foi avançada, ontem, pelo reitor da Universidade, Castanheira da Costa, no âmbito da cerimónia da tomada de posse da Associação dos Antigos Aluno daquela Universidade, que será liderada por Sara André.


A reforma do sistema de acreditação interna de cursos da Universidade da Madeira (UMa) e de aprovação dos procedimentos que vão ser seguidos para a criação ou extinção dos mesmos é uma das medidas que consta do Plano Estratégico daquele estabelecimento de ensino, o qual foi apresentado, recentemente. Deste plano faz parte o lançamento do Observatório de Emprego, entre outras medidas.
O reitor da Universidade da Madeira, Castanheira da Costa, espera que haja colaboração, neste e nos restantes projectos, por parte da recém empossada Associação dos Antigos Alunos, tendo referido como exemplo o lançamento da Quinta de São Roque e a orientação dos jovens aquando a entrada no mercado de trabalho.
Este repto foi deixado pelo reitor, na cerimónia da tomada de posse da nova associação, que decorreu no auditório da Reitoria. A cerimónia contou com a presença do presidente do Governo Regional, Alberto João Jardim, do secretário regional de Educação e Cultura, Francisco Fernandes, membros da Universidade, empresários e demais entidades.
Castanheira da Costa considera que a nova associação “é de extrema importância para a Universidade” tendo em conta que as associações de antigos alunos são já uma antiga tradição no sistema do Ensino Superior, neste caso, conseguida 22 anos após a fundação deste estabelecimento na Madeira.
Um dos anseios do reitor é que a nova associação trabalhe “em estreita ligação com a instituição”. Espera que funcione como congregadora de todos os que estudaram na Universidade, preservando laços, mantendo contactos e promovendo intercâmbios com os antigos estudantes por forma a saber onde se encontram.

Associação reclama cooperação para a UMa

A Associação dos Antigos Alunos da Universidade da Madeira foi outorgada em escritura pública a 9 de Dezembro de 2009. Os corpos sociais foram eleitos no passado dia 28 de Abril (lista única) com 62 votos a favor e um nulo.
Sara André assumiu o cargo de presidente e Jorge Carvalho surge como presidente da Assembleia Geral. A recém-empossada presidente aproveitou a presença do presidente do Governo Regional e dos empresários, na tomada de posse, para lançar um repto: “Mais do que apoio financeiro, que todos sabemos que é escasso, a Universidade precisa de cooperação, nomeadamente, em instalações e recursos humanos e materiais”, advertiu.
Apontando como exemplo o Curso de Engenharia, questionou como é que “numa Região em que poderemos afirmar que tem as obras mais complexas de engenharia desde as estradas, pontes, o próprio aeroporto e outras infraestruturas, que ainda haja algumas resistências por parte de algumas entidades e empresas de construção civil na cooperação para desenvolver a investigação”.
Sara André considera que “esta é uma situação que não tem razão de ser, esta falta de cooperação e resistência” porque “a Região, por si só, é um excelente laboratório que poderá potenciar a excelência deste e de outros cursos e permitir a sua internacionalização, captando estudantes estrangeiros e proporcionar a vinda de investigadores de todo o mundo, nas mais diversas áreas”.
Jorge Carvalho deixou ficar a garantia de que a associação vai trabalhar no sentido de “estimular capacidades” e com uma atitude não conformista tendo reiterado que os responsáveis estão empenhados em dar o seu melhor.


Madeira solidária com sacrifícios, não com políticas nacionais
O Presidente da República solicitou ao Tribunal Constitucional (TC) a fiscalização de algumas normas fiscais propostas pelo Governo e aprovadas em conjunto com o PSD. Dada a "urgência" do Governo na entrada em vigor do aumento de impostos, com vista a reduzir o défice e cumprir as promessas feitas em Bruxelas, Cavaco Silva decidiu promulgar esses diplomas. Contudo, algumas normas fiscais serão ainda analisadas pelo TC. Entre as mais polémicas está a retroactividade do IRS, assunto sobre o qual Cavaco já tinha confessado ter pedido "pareceres jurídicos". Instado sobre esta questão, à margem da tomada de posse da Associação dos Antigos Alunos da Universidade da Madeira, o presidente do Governo Regional afirmou tratar-se de um procedimento “obrigatório na feitura de qualquer documento”. Adiantou que “a Região Autónoma, face à solidariedade que num determinado momento teve dos portugueses é solidária com os sacrifícios que vêm sendo pedidos aos portugueses no sentido de tentarmos sair das dificuldades o mais rápido possível”. Contudo, “esta solidariedade não pode ser confundida com a subscrição das políticas que estão a ser tomadas, portanto, aqui há nuance entre a posição do Governo Regional da Madeira e a posição da direcção nacional do PSD, nós somos solidários mas não subscrevemos as soluções políticas”. Questionado sobre o facto do líder dos social democratas a nível nacional ter lançado, ontem, o processo de revisão do programa do PSD, Alberto João Jardim afirmou que “embora o PSD a nível nacional não esteja com intenções de provocar eleições, obviamente, tem que haver um plano B e estar preparado para elas”. De maneira que “da nossa parte, do PSD/M, temos sempre pronto o programa eleitoral para a eventualidade de um momento para o outro serem despoletadas eleições a nível nacional” mas “penso que depois seremos ouvidos como é normal nestas coisas”.





Élia Freitas





Dia das Eleições




Tomada de Posse

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