sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

JM- Mestrados para licenciados pré-bolonha

Jornal da Madeira / Região / 2011-02-24


Associação de Antigos Alunos reuniu com o reitor e obteve garantias
Processo justo simplifica mestrados



Os antigos alunos universitários que não foram abrangidos pelo processo de Bolonha vão agora poder candidatar-se ao grau de mestre de duas formas. A novidade foi ontem avançada por Sara André, presidente da Associação dos Antigos Alunos da Universidade da Madeira, após um encontro com o reitor da instituição, que disse já ter dado instruções aos colégios das várias áreas específicas para a nova realidade.
A primeira forma, dirigida essencialmente aos que trabalham há mais de cinco anos, passa pelo desenvolvimento de um relatório de desempenho profissional que, depois, será submetido à apreciação da Universidade e alvo de uma apresentação pública para avaliação e atribuição, ou não, do grau. Por precaução, poderá ainda haver um acompanhamento por parte da UMa no desenvolvimento deste relatório.
Para os que não têm a experiência profissional atrás referida, terão que se submeter ao desenvolvimento de um trabalho científico de uma tese que também será sujeita a apresentação pública. No entanto, poderá haver a obrigatoriedade de fazer algumas cadeiras. «Se se verificar essa necessidade, estamos a falar de três cadeiras num semestre e, logo depois, a sujeição desta tese para apreciação», explicou Sara André, para quem ambos os processos são «muito simples», tendo em conta algumas práticas por parte de universidades nacionais, em que obrigavam os antigos alunos a um processo de mestrado no antigo figurino, de cerca de dois anos. «A UMa caminhou na simplificação destes processos» salientou.
Com os colégios, falta agora acertar algumas nuances relativas à frequência e à obtenção das cadeiras, assim como em que medida será feito o acompanhamento ao relatório profissional. Quanto ao valor das propinas, serão exactamente idênticas às dos alunos que, actualmente, frequentam as licenciaturas.




Celso Gomes

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

JM- Parlamento- 18-02-2011

Jornal da Madeira / Região / 2011-02-18



Parlamento
Urbanização com articulado alterado




A proposta de decreto legislativo regional que prevê alterações a outro decreto legislativo regional que adapta à Região Autónoma um decreto-lei que estabelece o regime jurídico da urbanização gerou ontem alguma troca de palavras entre as diversas forças políticas com assento na Assembleia Legislativa Regional da Madeira. Apesar disso, passou ontem com os votos favoráveis do PSD. Toda a oposição votou contra a proposta apresentada com processo de urgência.
A alteração preconizada, aprovada em Conselho do Governo Regional a 3 de Fevereiro, é justificada pela necessidade de uma nova adaptação do diploma ditada pelas sucessivas alterações, então operadas, ao regime jurídico da urbanização e de edificação.
Desta forma, harmoniza o diploma com o sistema regional de gestão territorial instituído na Região Autónoma, pelo Decreto Legislativo Regional nº 43/2008/M, de 23 de Dezembro, com o qual o executivo entende que importa estabelecer uma necessária conformidade, em obediência ao princípio da unidade de ordenamento jurídico.
Um dos pontos definidores da alteração prende-se com o facto de, caso existam posições divergentes entre as entidades identificadas e consultadas pela Direcção regional de Informação geográfica e Ordenamento do Território, compete ao Governo Regional emitir decisão final favorável, favorável condicionada ou desfavorável.

Jaime Ramos diz que seguir Lisboa seria um caos

O último ponto da agenda de trabalhos de ontem residiu no projecto de decreto legislativo regional, do PCP, que pretendia um acréscimo regional ao montante do complemento solidário para idosos. Acabou por ser rejeitado com os votos do PSD, sendo que toda a oposição votou favoravelmente.
Na explicação de Leonel Nunes, do partido que o apresentou, a proposta pretendia retirar uma parte do Orçamento Regional para a direccionar para cerca de três mil idosos, com um complemento na ordem dos 10 euros para cada um.
Depois da oposição ter exprimido diferentes leituras de uma realidade madeirense, o líder da bancada social democrata Jaime Ramos disse que o discurso de toda ela é demagogo.
Mais adiante direccionaria mesmo as baterias para o Governo de José Sócrates a quem acusa de ter roubado as reformas dos portugueses.
Entre outras questões, perguntou quem foi que retirou o benefício do abono de família e quem extinguiu centros de saúde pelo País. “Se na Madeira seguíssemos a política socialista era um caos”, sublinhou Jaime Ramos.
A intervenção de Rafaela Fernandes, do PSD, complementou as palavras de Jaime Ramos ao afirmar que foi o PS que cortou nos abonos de família e em outras prestações sociais. Por isso, entende que “devia estar aqui a pedir desculpa e não a fazer demagogia barata”.
Sara André, do PSD falaria igualmente para reforçar o papel real que o Governo Regional tem procurado imprimir em termos de política social.

Inquérito rejeitado

O requerimento do PS propondo a constituição de uma Comissão Parlamentar de Inquérito à “Gestão da APRAM - Administração dos Portos da Região Autónoma da Madeira” foi rejeitado ontem na Assembleia Legislativa da Madeira com os votos contra do PSD. Toda a oposição votou favoravelmente.
Na sua essência, o PS, pela voz de Víctor Freitas explicou que o seu partido pretendia saber qual a estratégia que existe para diminuir a dívida que diz ser de 200 milhões de euros.
Pela parte do PSD, Élvio Encarnação começou por evidenciar que esta é uma questão trazida a plenário sistematicamente pela oposição.
Sublinha que a utilidade das obras não podem ser analisadas em passeios domingueiros.

Tranquada Gomes defende censura construtiva

O deputado social democrata Tranquada Gomes defendeu ontem no parlamento madeirense a figura da moção de censura construtiva, depois de ter discursado no período de antes da ordem do dia, onde defendeu os méritos da vitória de Cavaco Silva nas últimas eleições presidenciais.
O parlamentar disse que seria oportuno aproveitar a oportunidade da revisão do texto constitucional para proceder à alteração do quadro das moções de censura actuais que deu a entender fomentarem oportunismos partidários.
Em relação à moção de censura que o Bloco de Esquerda colocou na Assembleia da República entende que Passos Coelho, líder do PSD nacional, deveria ter-se demarcado logo no dia seguinte. Considera que este não é o momento para iniciar um novo ciclo político no País que, em seu entender, “deve iniciar-se com sustentabilidade”.

Jaime Filipe: idosos devem ficar em família

O deputado social democrata, Jaime Filipe Ramos, insistiu na palavra demagogia por parte da oposição. Concretamente quando esta diz que existem 750 idosos à espera de serem admitidos num lar.
O parlamentar recordou que a política do Governo Regional assenta no princípio de que os idosos não podem ser abandonados pelas famílias pelo que precisam estar no seio das suas famílias.
Neste âmbito, perguntou se seria preferível dar os 10 euros pretendidos pelo PCP e não prestar o apoio que é dado pelo Governo para o transporte público, para a compra de medicamentos, para a alimentação, no domicílio, aos centros de dia e aos centros de convívio.

Savino Correia alerta para perigo de aproveitamentos

O deputado Savino Correia, do PSD, usou ontem da palavra no Parlamento madeirense para alertar para o perigo de aproveitamento e demagogias políticas que poderão haver a propósito da passagem de um ano do 20 de Fevereiro de 2010.

Votações diferentes em quatro pontos

Na segunda parte da ordem de trabalhos de ontem na Assembleia Legislativa da Madeira foram votadas de seguida quatro pontos.
O primeiro era a continuação da apreciação e votação na generalidade do projecto legislativo regional, do PCP, acerca do “Fundo ambiental para a promoção dos transportes públicos”. Foi rejeitado com os votos contra do PSD. A oposição votou toda favoravelmente.
O segundo ponto foi o projecto de resolução da autoria do PSD intitulado “Reabertura do processo negocial com a Comissão Europeia, visando a revisão do regime de “plafonds” estabelecido para a Zona Franca ou Centro Internacional de Negócios da Madeira”. O PSD e o PS votaram favoravelmente. Os restantes partidos abstiveram-se.
O terceiros e quarto pontos versaram o Orçamento de Estado. Ambos foram votados favoravelmente por unanimidade.
Um, da autoria do PSD, era intitulado “Pedido de inconstitucionalidade do Orçamento de Estado para 2011”.
O outro, da autoria do PS, era intitulado “Pedidos de inconstitucionalidade e ilegalidade de normas do Orçamento de Estado para 2011”.




Paulo Alexandre Camacho

DN- on line- Mestrados para Alunos Pré Bolonha

Mestrado para alunos pré-Bolonha com propinas de licenciatura

Actualizado há 7 horas e 13 minutosMarta Caires
mestrados, Universidade da Madeira


Os alunos que se licenciaram antes do Processo de Bolonha terão, além de menos cadeiras e um acesso mais rápido, uma propina mais baixa caso queiram fazer um mestrado na Universidade da Madeira. A garantia foi dada esta manhã pelo reitor aos responsáveis da Associação dos Antigos Alunos da Universidade da Madeira. Estes licenciados - que têm mais um ou dois anos de tempo de licenciatura que os actuais licenciados - irão pagar apenas 986,88 euros, o custo da propina anual das licenciaturas na Universidade da Madeira.

Além do valor da propina, estes licenciados podem dispensar a tese e a frequência do semestre de aulas dos mestrados para aceder ao grau académico. Caso estejam no mercado de trabalho há mais de cinco anos, basta fazer o relatório da sua actividade laboral. No entanto, conforme explicou Sara André, da Associação dos Antigos Alunos da UMa, esse relatório, que exige uma apresentação pública, será acompanhado por docentes do colégio a que pretencem.

Estes alunos podem também - caso não estejam a trabalhar há cinco anos - optar por fazer uma tese de mestrado, podendo ser dispensados do semestre de aulas. Ainda que, nestas situações, o reitor da UMa tenha explicado que há a necessidade de frequentar três cadeiras, nunca a totalidade das disciplinas.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

DN- Antigos Alunos reunem com o Reitor da UMa

Antigos alunos da UMa reúnem-se com reitor Castanheira da Costa, reitor, UMa


A direcção da Associação dos Antigos Alunos da Universidade da Madeira (UMa) reúne-se amanhã com o reitor da UMa, Castanheira da Costa, no colégio dos Jesuítas.

Às 11h30 serão prestadas declarações à comunicação social.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

DN- Opinião - O PS afinal não surpreendeu! Tive pena!

Diário de Notícias
Sábado, 5 de Fevereiro de 2011 Política

O PS afinal não surpreendeu! Tive pena!

Pensava eu, que teria de aplaudir os socialistas por uma importante medida de redução da despesa, com a proposta de Jorge Lacão em reduzir o número de deputados de 230 para 180, quando afinal, mais uma vez, este partido, na sua linha de má governação e actuação, vem a publico contrariar este responsável ministerial.

Numa matéria que é unânime entre os restantes partidos e opinião pública, e numa altura em que o país atravessa enormes dificuldades económicas e que se pede sacrifícios a todos, não se entende esta posição de intransigência do líder do Grupo Parlamentar e do próprio Partido Socialista, em afirmar que não aceitará qualquer proposta com vista à alteração do número de deputados na Assembleia da República.

Não é que a redução de o número de deputados viesse resolver o problema das finanças em Portugal, mas não tenho dúvidas, que seria um sinal importante à população, de uma procura constante por parte dos políticos, em encontrar o razoável e aceitável nas despesas do país, por mais pequenas que elas sejam ou representem no todo.

Lembro que na Madeira, apesar do líder do PSD local, advogar uma redução ainda mais substancial, a verdade é que a alteração da Lei Eleitoral e consequente redução do número de deputados na Assembleia Legislativa da Madeira, foi pacífica, aceite por todos como necessária, e aplaudida pela opinião pública.

Nesta matéria, como social-democrata, e consciente dos princípios me norteiam, gostava de ter tido a oportunidade de felicitar o Partido Socialista, mas este não surpreendeu, mais uma vez mostrou o seu estilo e estratégica política no que ela tem de pior. Tive pena!
Sara André in Dn

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

JM- Reportagem- Mulheres no poder autarquico

Jornal da Madeira / Região / 2011-01-30



Reportagem
«Esperam de nós um papel dócil»




Rubina Leal entrou para a política aos 16 anos, quando se inscreveu na JSD.
O impulso para a política nasceu, contudo, muito antes, fruto das vivências familiares. Rubina Leal é filha do antigo regedor de São Gonçalo, João Abel Caldeira Leal, e habituou-se, desde muito cedo, a ver as pessoas baterem à porta da sua casa para que o pai lhes resolvesse os problemas.
De regedor João Abel Leal passou a presidente da Junta de Freguesia, com a chegada do 25 de Abril. A filha acompanhava o pai nas campanhas eleitorais e nas idas à Junta de Freguesia e aos poucos foi alimentando o interesse pela política.
Aos 16 anos, decidiu inscrever-se na JSD, mas dois anos depois foi estudar Sociologia para Lisboa, o que a , manteve afastada até aos 22 anos.
Conforme os anos passaram, Rubina Leal transitou da JSD para o PSD, mas sem fazer parte de qualquer órgão do partido. Até que há quatro anos foi convidada para integrar a Comissão Política Regional do partido. Foi também por esta altura que se deu a sua eleição para a vereação da Câmara Municipal do Funchal, cargo que continua a exercer.
Ao longo deste percurso, Rubina Leal nunca viu o mundo da política como um espaço para os homens e um para as mulheres. «Não há política no feminino, assim como também não há política no masculino», disse, salientando que o desempenho profissional das pessoas «não é uma questão de género» mas de «competência e motivação» e que «têm de ser as próprias mulheres» a criarem os espaços de oportunidade.
Não obstante, reconhece que as «percepções sociais das pessoas sobre a governância no feminino são patentes na nossa sociedade», sendo sempre esperado da mulher «um papel dócil» e «dialogante». A sociedade espera também que a mulher exiba «uma apurada sensibilidade social» e «muitas vezes mandar é um verbo que nem sempre se conjuga no feminino», visto que os homens não esperam das mulheres o «rigor e a rigidez» mas outros atributos.
Rubina Leal desmistifica, por outro lado, a ideia de que mais mulheres em lugares de decisão significa mais políticas promotoras de igualdade de género.
«Não podemos cair no erro de acreditar em determinismos do género no exercício do poder», declarou, defendendo antes uma actuação «ao nível dos conteúdos, dos programas e das estratégias» que são apresentados às comunidades.
A vereadora reconhece, contudo, que uma mulher casada e com filhos só chega aos lugares de «decisão política» depois dos 40 anos, enquanto aos homens chega essa oportunidade muito mais cedo.
Além disso, historicamente o estado civil influencia a carreira das mulheres, afirma, dizendo que chegavam aos cargos de decisão as «viúvas, divorciadas ou solteiras», como se verificou com a única primeira-ministro portuguesa Maria de Lurdes Pintasilgo.
Apesar de viver numa sociedade «machista», como a própria classifica, Rubina Leal confessa nunca se ter sentido «hostilizada» na sua actuação por ser mulher. «Não sinto essas atitudes daqueles que me rodeiam», garantiu.
A vereadora considera também que o poder autárquico é o local ideal para as mulheres entrarem na política, «porque para saber fazer é preciso ver, sentir e experienciar». E, neste sentido, «o poder autárquico é a melhor escola de exercício de política que podemos ter». Rubina Leal não fecha, contudo, a porta a novos desafios.
Posição semelhante tem a sua colega autarca na Câmara de Santana. Odília Garcês está na política há cerca de uma década e não pára de subir na carreira. A actual vereadora da Câmara Municipal de Santana com os pelouros do Ambiente, Agricultura e Turismo surgiu na política no final de 2000, quando se inscreveu na JSD.
Poucos meses depois, logo em Janeiro de 2001, concorreu e venceu as eleições para o Núcleo de Santana da “Jota”, exercendo o mandato durante dois anos. «Cumpri o programa a que me tinha proposto na totalidade», garante.
O presidente da JSD, Jaime Filipe Ramos, convidou-a depois para ingressar a Comissão Política Regional da JSD, onde esteve mais dois anos.
Quando a idade não lhe permitiu continuar na organização juvenil, Odília Garcês formou uma lista e concorreu à Comissão Política do PSD, em Santana, acabando por vencer. Está, neste momento, no terceiro mandato à frente da concelhia de Santana.
Paralelamente, Odília Garcês fez um percurso ao nível autárquico, sendo eleita para a Assembleia de Freguesia de Santana, em 2001, e para a Assembleia Municipal, em 2005. Quatro anos mais tarde, foi convidada para pertencer ao elenco da Câmara Municipal chefiada por Rui Moisés. A vitória do PSD nas Autárquicas em 2009 permitiram-lhe dar um novo passo na sua carreira política.
De salto em salto, Odília Garcês foi crescendo na política e, se no início não notava, conforme a ascensão foi acontecendo foi sentido os efeitos de uma «sociedade ainda um pouco fechada».
Apesar de dizer que não se tratam de «casos de machismo extremo», Odília Garcês já sentiu «as resistências» sobre as suas capacidades. «Sinto mais exigências em relação a mim do que em relação aos homens», disse, achando que no contexto actual o «ataque é mais direccionado para uma mulher do que para um homem».

“Paridade” aumenta presença feminina

O primeiro Estudo sobre a Evolução da Participação Política da Mulher na Região Autónoma da Madeira, feito pela directora regional da Fundação da Juventude, Sara André, reporta-se ao período compreendido entre 2000 e 2010.
O estudo mostra «assimetrias» em matéria de igualdade de oportunidades. Apesar de haver muito mais mulheres na administração regional, a participação política das mulheres, a nível governativo, é muito diminuta e fraca nos altos cargos públicos.
No campo da eleição política, há cada vez mais mulheres no parlamento, mas é no poder autárquico que têm maior expressão, representando em 2009 cerca de 30% dos eleitos, muito devido à lei da paridade de 2006.

Joana Coelho sente-se uma privilegiada

Joana Justa Rosário Coelho foi a primeira mulher a chegar à vereação da Câmara Municipal do Porto Santo e a primeira representante portossantense do sexo feminino na Assembleia Legislativa Regional.
A entrada para a política aconteceu logo após a Revolução dos Cravos, em 25 de Abril de 1974, quando foi nomeada pela comissão instaladora para ocupar o lugar de vereadora.
De então para cá, a primeira mulher política da ilha dourada fez um longo percurso, exercendo funções de deputada na Assembleia Legislativa regional (1992-1996) e assumindo a presidência da Assembleia Municipal (desde 2001 até ao momento).
Hoje, é uma das personalidades mais conhecidas e respeitadas no Porto Santo, e, a esta distância, recorda-se com um sorriso nos lábios de quando, logo após o 25 de Abril, a chamaram para a política.
«Foi um convite que surgiu e acho que tínhamos de ajudar, de viver e aproveitar o momento», disse, admitindo que no princípio ainda pôs «umas certas reservas sobre se aceitava, ou não».
Ao ser a primeira vereadora na Câmara do Porto Santo e a primeira mulher a representar a ilha no parlamento regional, Joana Coelho foi precursora.
Em casa diziam-lhe: «tem cuidado», «vê lá como é que isso vai acontecer, é que depois existem dissabores».
Mas Joana Coelho garante que nunca se sentiu «rejeitada ou marginalizada», quer pelos colegas políticos, quer ao nível familiar. Na verdade, até se acha uma «privilegiada» por estar na política. E deve-o, especialmente, à profissão que abraçou.
«A minha profissão (professora) quase que me abria todas as portas. É que, antigamente, as professoras eram mais do que são actualmente. Eram muito aceites, muito queridas, muito respeitadas», recorda.
A contar já mais de 30 anos de actividade política, Joana Coelho diz ter amizades «em todos os quadros políticos».
Às mulheres que começam agora a dar os primeiros passos na política, a presidente da Assembleia Municipal do Porto Santo diz-lhes que o poder autárquico poderá ser a melhor opção, porque é a este nível que os eleitos estão mais próximos dos eleitores e, deste modo, «têm mais possibilidades de ver as necessidades que surgem diariamente».

«Não é o bicho de sete cabeças que às vezes dizem»

Sandra Teixeira cumpre o segundo mandato à frente da Junta de Freguesia do Paul do Mar. Foi o actual presidente da Câmara Municipal da Ponta do Sol, Rui Marques, quem a convidou para integrar as listas do PSD, em 2005, altura em que o próprio Rui Marques também se estreava na política. «Não estava nada à espera, porque achava que não iria alcançar tal objectivo, mas depois em conversa com o dr. Rui Marques lá ele me conseguiu convencer e aceitei», conta Sandra Teixeira, que reconhece que nos primeiros dias foi um «pouco complicado». A circunstância de ser assistente social facilitou, no entanto, o contacto e as pessoas – muitas já a conheciam - acabaram por «confiar» no seu trabalho. Sandra Teixeira estreou-se assim na vida autárquica em 2005, embora a política não fosse tema novo para si. Sandra foi das primeiras mulheres na Madalena do Mar a dedicar-se à política. E tudo começou na JSD local. Ao longo dos anos, preocupou-se em inverter esta situação, chamando aos poucos outras mulheres para a política. Fê-lo quando estava na JSD mas também já depois de assumir a presidência da Junta de Freguesia. A adesão de outras mulheres fá-la dizer que o seu esforço tem relevado «algum sucesso». Fruto desse trabalho, actualmente a importância da mulher na política local já é mais reconhecida. Às que sentem o apelo mas ainda hesitam, Sandra Teixeira diz-lhes para não recearem uma carreira política, porque «não é o bicho de sete cabeças que às vezes costumam frisar». Apesar de ser dos primeiros rostos femininos na política da Madalena do Mar, a actual presidente da Junta garante que nunca foi marginalizada pelos demais políticos pela circunstância de ser mulher.




Alberto Pita

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

JM- Parlamento da RAM- 19-01-2011

Jornal da Madeira / Região / 2011-01-19



PARLAMENTO
Apoios sociais “unem” deputados da ALM

Três das propostas de lei que ontem estiveram na agenda de trabalhos da sessão plenária da Assembleia Legislativa da Madeira estiveram relacionadas com questões sociais. Duas foram aprovadas por unanidade, a terceira foi aprovada, mas recebeu os votos contra dos socialistas. As propostas de lei à Assembleia da República estão relacionadas com o complemento solidário para idosos e com a majoração do abono.



Na primeira sessão plenária de 2011, os deputados da Assembleia Legislativa da Madeira (ALM) estiveram “unidos” nas questões sociais. Foram três as propostas que estiveram em cima da mesa: o acréscimo do valor do subsídio de insularidade ao montante do complemento solidário para idosos; a majoração ao abono de família e ainda a simplificação do acesso ao complemento solidário para idosos. As duas primeiras propostas receberam unanimidade no parlamento, sendo que a última, a agilização do processo de acesso ao complemento solidário, foi aprovada, mas recebeu os votos contra do PS.

No caso do projecto de proposta de lei à Assembleia da República, da autoria do PCP, intitulado “Majoração ao Abono de Família”, os deputados defenderam que o corte dos abonos do escalão quatro foi uma medida que afectou muitas famílias. O aumento pedido pelos comunistas é de 30 por cento para as famílias que têm um familiar desempregado e de 2 por cento para as famílias das regiões autónomas.

André Escórcio, do PS, defendeu que o aumento do abono de família «é necessário». Já Roberto Almada, do BE, diz que quer o governo central, quer o Governo Regional têm responsabilidades na aplicação das medidas de austeridade que ditaram o fim dos abonos para as famílias com rendimentos superiores a 628 euros. O deputado popular Roberto Vieira ironiza que uma família com esse rendimento é considerada «rica».

Já os populares fizeram contas e chegaram à conclusão que uma família com dois filhos, um de cinco e um de dez, que tenham ficado sem abono têm uma perda de 54 euros mensais, mais cerca de 70 euros que têm de pagar pela alimentação nas escolas, são cerca de 120 euros mensais que perdem. Os comunistas não entendem como é que se tira o abono às famílias, mas há verbas para «entregar 5 milhões de euros ao BPN».

Orlando Pereira, do PSD, concordou com a proposta, mas salientou que necessitará de melhoramentos em sede de comissão.

Relativamente à proposta à Assembleia da República de agilização do processo de acesso ao complemento solidário para idosos, da autoria do PCP, Edgar Silva quer que o critério de justiça social seja restabelecido. A social-democrata Sara André diz que as reformas são da responsabilidade do Governo da República, daí terem aprovado a proposta.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

JM- Mulheres mais activas no Poder Local 18-01-2011

ornal da Madeira / 1ª Página / 2011-01-18



EM FOCO
Mulheres políticas mais activas no poder local

Apesar dos direitos consagrados constitucionalmente, sobre a participação de homens e mulheres na política esta ainda não se traduz de forma proporcional na Madeira. A Lei da Paridade alterou apenas nas autárquicas.


O primeiro Estudo sobre a Evolução da Participação Política da Mulher na Região Autónoma da Madeira foi elaborado pela directora regional da Fundação da Juventude, Sara André.
Neste trabalho, é apresentado um conjunto de dados, referentes ao período compreendido entre 2000 e 2010, sobre a evolução da participação política da mulher na Região.
Baseado na aferição de resultados eleitorais (autárquicas e legislativas regionais), nas detentoras de cargos de confiança política no Governo Regional e nos órgãos dos partidos na Região, o trabalho proporciona indicações sobre a necessidade de, futuramente, serem esbatidas as assimetrias que se continuam a sentir em matéria de igualdade de oportunidades.
O documento, que a autora admite vir a publicar em livro, refere que a administração regional, em 2008, apresentava um total de 27.337 efectivos (18.064 mulheres e 9.273 homens), sendo 23.858 trabalhadores da administração regional autónoma (17.032 mulheres e 6.826 homens) e 3.479 da administração local da RAM (1.032 mulheres e 2.447 homens).

Mais mulheres não significa o comando
na administração regional e local

No que concerne a dirigentes, a administração regional autónoma contava no ano em apreço, com 862 dirigentes, sendo 485 mulheres e 377 homens. Na administração local existiam 110 dirigentes, sendo 59 mulheres e 51 homens.
Num olhar à evolução da população média na Região, desde 2000, verifica-se que o número de mulheres sempre foi superior ao dos homens.
Paradoxalmente, assinala o estudo, tendo em conta os dados analisados e que retratam a participação política das mulheres, a nível governativo, é referido que esta ainda é muito diminuta, nos sectores de comando: Do total de nove membros que governam a Região apenas uma é mulher.
Relativamente ao total dos 79 titulares de altos cargos públicos, a exercerem funções em Dezembro de 2009, se 31,6 por cento são mulheres, a verdade é que destas, apenas 16 estão a comandar os organismos a que pertencem.
Já no que diz respeito aos gabinetes governativos, o estudo de Sara André refere que, os cargos de confiança política subordinados, como chefes de gabinete, assessores, adjuntos, conselheiros técnicos, o número é mais equilibrado, e em algumas áreas as mulheres destacam-se, nomeadamente, na Educação, Assuntos Sociais e Turismo.

Lei da paridade faz aumentar
eleitas nas autárquicas

Já no plano de eleição política, tendo em conta os vários actos eleitorais para a Assembleia Legislativa da Madeira os números oscilaram. O estudo revela que nas eleições de 2000, as mulheres representavam 16 por cento do Parlamento, em 2004, 11,7 por cento, e em 2007, 21 por cento.
No que concerne às eleições autárquicas de 2001, 2005 e 2009, o número de mulheres eleitas aumentou, tendo sido, no primeiro ano em análise de 19 por cento, no segundo 20,5 por cento e no terceiro de 30 por cento. A este respeito, o estudo refere que o aumento verificado em 2009, deveu-se essencialmente à Lei da Paridade, em 2006, ao estabelecer que as listas para a Assembleia da República, para o Parlamento Europeu e para as autarquias locais devem ser compostas de modo a assegurar a representação mínima de 33 por cento de cada um dos sexos.
«Esta questão leva-nos a pensar sobre o facto de vivermos numa democracia ainda muito jovem e numa Região, onde ainda a masculinização da política, é uma evidente tradição», conclui o estudo.
Ao nível partidário, a participação política das mulheres, também varia. Embora haja uma clara diferença entre os partidos mais a esquerda, para os restantes.
Assim sendo, o Partido Comunista ultrapassa a fasquia dos 20 por cento de mulheres, nos seus órgãos directivos e destas, mais de 70 por cento ocupa lugares de chefia. No PCP a maioria das mulheres não possui o Ensino Superior.
A nível de participação das mulheres, o CDS-PP e o PSD não ultrapassam os 20 por cento. Relativamente a cargos de chefia apenas o CDS-PP apresenta algumas mulheres. O estudo revela que, ao contrário do PCP, nestes dois partidos, as suas dirigentes são maioritariamente licenciadas.
Em jeito de conclusão, o estudo refere que, apesar dos direitos consagrados constitucionalmente, sobre a participação política de homens e mulheres esta ainda não se traduz de forma proporcional na Região Autónoma da Madeira e na maior parte dos países do mundo, e que a Lei da Paridade, que estabelece as cotas de candidatas mulheres nas listas, proporcionou efectivamente uma maior participação política das mulheres, mas apenas no domínio eleitoral das eleições para o poder local.
Para Sara André, autora do estudo, «as mulheres precisam, acima de tudo, sentir que têm voz, que a política já não é uma actividade reservada aos homens e que a participação delas é de extrema importância», dada a relevância que têm «no contraponto de uma outra visão que é importante complementar».


Estudo é um “master” da Universidade de Cádiz
A directora regional da Fundação da Juventude, Sara André, elaborou o primeiro Estudo sobre a Evolução da Participação Política da Mulher na Região Autónoma da Madeira. Activa na política madeirense, também como deputada na ALM, a autora do estudo integrado no “master” - Habilidades e Competências na gestão de Instituições Públicas e Privadas da Universidade de Cádiz, onde realiza o mestrado, justifica o trabalho com o facto de ter «uma grande preocupação nas questões relacionadas com a participação feminina na vida activa, e em matérias que têm a ver com a igualdade de oportunidades». De acordo com a autora, o estudo foi bem acolhido pelas entidades regionais, daí ter conseguido uma boa aferição dos dados agora divulgados.


Licenciadas no PSD e PP
Na Região Autónoma da Madeira a participação política das mulheres nos partidos políticos, também varia de partido para partido. Embora haja uma clara diferença entre os partidos mais à esquerda, para os restantes. O PCP ultrapassa os 20 por cento mas a maioria não possui o ensino superior. Em contrapartida, no CDS-PP e PSD, as dirigentes são maioritariamente licenciadas. O estudo sobre a participação das mulheres madeirenses na vida política revela que em 2008, a administração regional autónoma contava com 862 dirigentes, sendo 485 mulheres e 377 homens. Na administração local existiam 110 dirigentes, sendo 59 mulheres e 51 homens. A nível governativo do total de nove membros apenas uma Secretaria é liderada por uma mulher.


Porto Santo tem taxa de eleitas superior a 33 por cento
No estudo sobre a participação política das mulheres na Região o Porto Santo surge como um bom exemplo, quando comparado com outros concelhos, por apresentar uma taxa de eleitas superior a 33 por cento, mesmo antes da aplicação da Lei da Paridade, de 2006.
Em contrapartida, o estudo refere que o concelho da Ponta do Sol é aquele que apresenta sempre o menor número de mulheres eleitas. «Esta constatação, leva-me a pensar na importância de estudarmos sociologicamente esta realidade, em relação à participação da mulher no Porto Santo», defende Sara André.


Representação feminina aumenta no Parlamento
Nas eleições regionais de 2000, dos 61 deputados eleitos à Assembleia Legislativa da Madeira (ALM), 10 eram mulheres (16 por cento). Proporcionalmente, em relação ao número de mulheres eleitas, o PSD tem no total 16,6 por cento, o PS 16,6 por cento e a UDP 50 por cento. Em relação às habilitações académicas das mulheres eleitas, sete eram Licenciadas, duas possuíam o Ensino Técnico e uma era estudante do Ensino Superior.
Em 2004, foram eleitos 68 deputados para a ALM, dos quais oito eram mulheres (11,7 por cento).
Em 2007, realizaram-se eleições regionais antecipadas e a ALM reduziu de 68 para 47 deputados. Do total dos eleitos, nove são mulheres (19 por cento). O PCP adoptou um sistema de rotatividade entre os candidatos e por algumas sessões legislativas o número total de deputadas elevou-se a 10. Proporcionalmente, o PSD tem no total 24 por cento, o PS 14 por cento. O PCP utilizando o sistema de rotatividade tem sessões legislativas com 50 por cento.
Das 10 mulheres eleitas em 2007, quatro mantiveram os mandatos desde 2000, sendo três do PSD e uma do PS; e cinco do PSD mantiveram os mandatos desde 2004.


Governo Regional tem uma mulher desde 2000
O Governo Regional apresenta-se desde 2000, com nove estruturas Governativas. Apenas uma das secretarias é liderada por uma mulher. Do ano 2000 a 2007 assumiu a pasta das Secretaria Regional dos Assuntos Sociais, e em 2007, mudou para a pasta do Turismo e Transportes. Conceição Estudante, é licenciada e tem em 2010, 10 anos de experiência governativa.





Miguel Fernandes

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

O Pai Natal, o médico e o WikiLeaks

O Pai Natal, o médico e o WikiLeaks

Começo com uma declaração de interesses: Embora neste momento seja deputada, que não é profissão, acima de tudo, sou professora e funcionária de uma instituição particular apartidária, conheço o Pai Natal desde os meus 4 anos de idade e até conheço alguns médicos.

Porque não sou de intrigas, limito-me a transcrever dois telegramas que caíram no meu e-mail, via WikiLeaks! Devem ser da mesma fonte de outros que por aqui passaram. Não sei…. Mas a semelhança é extraordinária!!!!!!

1º TELEGRAMA: "Querido Pai Natal - Desde pequenino, sempre tive dentro de mim um sonho lindo. Ser Médico! Salvar vidas, tirar a dor a quem sofre, consular o meu semelhante. Vestido de branco, imaculado e sereno, eu era a radiosa esperança para todos os doentes da minha Ilha.

Mas o destino avisou-me que para alcançar tamanha ambição teria que estudar muito e que mesmo assim, talvez não conseguisse lá chegar. Pensei melhor e …. consegui!

Mas apesar de ter uma casa com piscina, um carro cintilante e convites para viagens ao estrangeiro, formações, refeições de borla como todos os outros Médicos têm, verifiquei que nada disto é suficiente. Preciso de uma atenção maior.Preciso das "luzes" da comunicação social.

Ser politico é que é, mas o problema é que ninguém me liga, e ninguém me convida para nada. Porque para ser Politico tenho de ir para um partido e dar a cara. E assim se desfez esse meu sonho lindo. Mas ficou dentro de mim uma malvada frustração que descontrola a minha língua e deixa à solta uma tremenda inveja contra quem, um dia, conseguiu ser político a sério.
Aquela pose de tipos e meninas importantes …. IRRITA-ME!

Por isso Pai Natal, quero que me arranjes um TACHO sem ter que me maçar muito. È que já estou velhinho e as responsabilidade todas de um médico já me aborrecem. Aturar o povinho é uma chatice e agora que querem ,no serviço publico, fazer os médicos cumprir horários e serem mais humanos com os doentes….mas onde é que já chegamos????….sem falar, de quererem que deixe-mos de receber, no horário das consultas, os nossos amigos dos laboratórios , que nos vêem convidar para as viagens, almoçaradas e jantaradas.

Há médicos políticos, porque é que eu também não posso ser???
E vê se te despachas com a prenda de Natal, que a vida não está fácil."
Um abraço
(o nome foi apagado)

2º TELEGRAMA : Resposta do Pai Natal) - "Olá meu filho…. Tacho, tacho é difícil porque isso todos querem ! São muitos cães a um osso.

Até me comovi com o teu sonho lindo de queres ser político!

Mas cuidado, temos que ter essas Senhoras e Cavalheiros debaixo de olho. São perigosos! Há deles que até são gajas e gajos honestos e não vão em cantigas. Impossíveis de subornar, até vão fazendo umas coisas úteis e de defesa dos interesses da população. Resistem a pressões ,e estão a marimbar-se para interesses cooperativos. Sem papas na língua, vão denunciando e dizendo aquilo que toda a gente pensa e tem medo de dizer em voz alta. Com tanto poder sobre a nossa frágil condição humana não admira aquela pose de tipos importantes. É que nesses momentos difíceis …… eles e elas são mesmo os mais importantes!

Ainda bem que este telegrama está protegido por uma alta confidencialidade, pois se os políticos sabem que eu tive este desabafo, ainda se convencem que podem mandar mais do que o Pai Natal!

Mas vamos ao que interessa. Tenho aqui uma proposta que te vai agradar. Serás um político apolítico. Começa a escrever umas coisas nos meios de comunicação social. De preferência escolhe um alvo a abater. Olha tenho uma ideia . Ataca uma deputada que seja do sistema político do poder porque assim pareces isento na tua opinião. Sabes que não podes a desmentir, sobre o que ela disse sobre alguns dos teus colegas que tem sido maus profissionais. Mas também não o precisas de o fazer. Só tens de dizer que ela por ser deputada, tem é de estar caladinha. E se ela é do PSD, tanto melhor. Como sabes, agora caiu na moda dizer mal de todas as pessoas do PSD, independentemente das suas condutas.

Eu sei, eu sei, estás preocupado porque a dita Senhora Deputada até tem alternativa fora da politica, até porque estudou e nunca parou de o fazer, não tem interesses obscuros e por isso sempre teve liberdade de opinião, tendo inclusivamente no passado criticado a sua própria classe politica publicamente. E até na sua acção cívica extra-politica faz uns projectos importantes junto dos mais desfavorecidos.

È chato, até porque tirando o vosso curso inicial todas as formações que têm, complementares e de reciclagem são financiadas pelos laboratórios, enquanto todos os outros profissionais tem de pagar do seu próprio bolso. Mas como dizem os médicos.... só tens de responder… Tens inveja?????estudasssesssss

Não te preocupes com nada disso. Ninguém olha a isso. E a maior parte nem quer saber. O Pessoal quer é sangue na praça.

Fica lá quietinho como médico, e ao mesmo tempo vais mandando umas tiradas cá para fora. Lembra-te, que vocês ate dizem mal uns dos outros, mas se alguém de fora da classe o faz, todos se unem e “cai o Carmo e Trindade”. È raro alguém reclamar dos vossos serviços no publico, a não ser que seja algo muito grave, porque coitado do Zé povinho, sem dinheiro, têm é de comer e calar. Há falta de médicos, porque durante anos não aumentaram as vagas nas faculdades de medicina, por isso torna-se difícil para os gestores públicos dispensarem até os maus profissionais…. Não te preocupes…nisso os médicos têm tudo controlado.

Por isso já sabes , tens que falar mal dos políticos. Esses cavalheiros têm demasiado poder e o que mais me preocupa, é que quem dá esse enorme poder a esses senhores e senhoras, e não sou eu …….. é a população! E no caso do PSD, é só a maioria dos eleitores madeirenses.

Um abraço do Pai Natal "

DN- Opinião- Porquê Cavaco Silva?

Diário de Notícias
Quarta, 5 de Janeiro de 2011 Política

Porquê Cavaco Silva?
Sara André, Deputada do PSD-M

Em plena campanha eleitoral para as presidenciais, Cavaco Silva visitou a nossa ilha e viu "in loco" o trabalho que tem sido desenvolvido pelos madeirenses, após o trágico dia 20 de Fevereiro do ano passado. Contactou a população e elogiou a determinação e coragem deste povo.

Com certeza todos os outros candidatos, que nos irão visitar, farão o mesmo. Então, o que é que Cavaco Silva tem de diferente? Qual a sua vantagem face aos restantes candidatos?

Podia evocar aqui as suas qualidades e experiência governativa, a sua postura de Estado ou o seu currículo inigualável, mas não o vou fazer. Tudo isso é mais que conhecido e temos de ser pragmáticos.

A verdade é que a História prova que o segundo e último mandato dos Presidentes da República são sempre os mais activos e interventivos. Talvez porque nos primeiros 5 anos tudo seja demasiado medido e contido, tendo em conta a necessidade que todos têm em se reelegerem, e a verdade é que quase sempre o são.

No estado em que está o País, não podemos correr o risco de alguém que vai agir a pensar nas suas próximas eleições. Necessitamos de alguém já com experiência e livre da pressão eleitoralista, que actue e aja na plenitude das suas competências e como garante da defesa dos interesses dos Portugueses.

Só Cavaco Silva nos dá essa garantia e, por isso, é com certeza a única escolha inteligente.

DN- Opinião do Dr. Brito

Todos os "opinion makers médicos", argumentam que por ser deputada se calhar não tenho direito a opinar sobre alguns maus médicos, mas ninguem diz que o que eu digo não é verdade....curioso.
Mas vamos ao artigo de mais um:





..Diário de Notícias
Quarta, 5 de Janeiro de 2011
Opinião
O Pai Natal, a deputada e o WikiLeaks
Sou Médico, conheço o Pai Natal há mais de 30 anos e não faço a mínima ideia de quem é a deputada
Manuel Brito

.Começo com uma declaração de interesses: sou Médico, conheço o Pai Natal há mais de trinta anos e não faço a mínima ideia de quem é a deputada. Porque não sou de intrigas, limito-me a transcrever dois telegramas que caíram no meu e-mail, via WikiLeaks!

1º TELEGRAMA: "Querido Pai Natal - Desde pequenina, sempre tive dentro de mim um sonho lindo. Ser Médica! Salvar vidas, tirar a dor a quem sofre, consular o meu semelhante. Vestida de branco, imaculada e serena, eu era a radiosa esperança para todos os doentes da minha Ilha.

Mas o destino avisou-me que para alcançar tamanha ambição teria que estudar muito e que mesmo assim, talvez não conseguisse lá chegar. Pensei melhor e …. desisti!

E assim se desfez esse meu sonho lindo. Mas ficou dentro de mim uma malvada frustração que descontrola a minha língua e deixa à solta uma tremenda inveja contra quem, um dia, conseguiu ser Médico.

Aquela pose de tipos importantes …. IRRITA-ME!

Por isso Pai Natal, quero que me arranjes um emprego onde também eu seja uma pessoa importante. Já agora, também quero uma casa com piscina, um carro cintilante e convites para viagens ao estrangeiro como os Médicos têm.

Mas desde já te aviso que quero curtir a vida e nada de muita ocupação. Perder noites a trabalhar, nem pensar. Levar preocupações para casa, era o que faltava. Assumir responsabilidades que me possam entalar, não é comigo. Passar a vida a fazer exames para progredir numa carreira, isso é só para os nabos que não se sabem desenrascar.

E vê se te despachas com a prenda de Natal, que a vida não está fácil."

Um beijinho
(o nome foi apagado)

2º TELEGRAMA : Resposta do Pai Natal) - "Olá minha filha - Trabalho … trabalho, não te arranjo, mas um emprego sim!

Até me comovi com o teu sonho lindo de queres ser Médica!

Mas cuidado, temos que ter esses cavalheiros debaixo de olho. São perigosos! É que eles conhecem o nosso corpo por dentro e por fora! Até o espírito que se esconde no cérebro, o Dr. Damásio já anda a desvendar essas coisas lá pelas Américas! E quando aquela dor que quase nos mata, aperta o coração ou sobe à cabeça, eles vão lá, de dia ou de noite, metem uns tubos, cortam umas veias e pronto, fica tudo como novo e lá nos devolvem à festa de vida. Com tanto poder sobre a nossa frágil condição humana não admira aquela pose de tipos importantes. É que nesses momentos difíceis …… eles são mesmo os mais importantes!

Ainda bem que este telegrama está protegido por uma alta confidencialidade, pois se os Médicos sabem que eu tive este desabafo, ainda se convencem que podem mandar mais do que o Pai Natal!

Mas vamos ao que interessa. Tenho aqui uma proposta que te vai agradar. Salário garantido mesmo em tempo de crise, 3.533,80 E (ilíquidos), subvenção vitalícia após 12 anitos, passaporte diplomático, seguros profissionais, subsídios variados, prioridade nas reservas de passagens aéreas e muitas outras regalias. Só podes ser arguida, detida ou presa se os teus colegas de trabalho não se importarem, o que podes ficar sossegada porque nunca vai acontecer! Que tal? Boa prenda!

Ah .. já me esquecia! De quando em quando, tens que falar mal dos Médicos. Esses cavalheiros têm demasiado poder e o que mais me preocupa, é que quem dá esse enorme poder aos Doutores não sou eu …….. são os Doentes!

Um beijinho do Pai Natal "

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

JM- Fundação da Juventude-projecto “Democracia, Participação e Empreendedorismo”






Jornal da Madeira / Região / 2010-12-27

Versão para impressão
Enviar este artigo


Presidente da delegação da Fundação da Juventude na Madeira satisfeita com os resultados obtidos
O projecto de sucesso envolveu perto de dois mil

O projecto “Democracia, Participação e Empreendedorismo” entrou na recta final com a última exposição que está a decorrer desde o dia 20 e que se prolonga até 30 de Dezembro na Delegação da Fundação da Juventude.
Sara André, presidente da delegação da Fundação da Juventude na Madeira, classifica este projecto como sendo de «enorme sucesso para a Madeira e Canárias». Conforme revelou, o projecto envolveu, «de forma directa, 23 jovens e, indirecta, cerca de dois mil jovens tendo em conta o vasto leque de actividades que foram levadas a cabo entre workshops, exposições e programas radiofónicos na Rádio do Jornal da Madeira».
O projecto “Democracia, Participação e Empreendedorismo”, de acordo com Sara Adré, foi «realizado no âmbito do programa Juventude em Acção, Acção 1.2 - Iniciativas dos Jovens, e teve início em Dezembro de 2009, terminando a 31 de Dezembro deste ano, com uma duração de treze meses».
A candidatura desta acção contemplou, segundo a presidente da delegação da Fundação da Juventude na Madeira, «um conjunto de iniciativas que se complementaram na exploração dos seguintes temas: 2009 Ano Europeu dedicado à Criatividade e Inovação, de 2010 Ano Europeu do Combate à Pobreza e à Exclusão Social».
Ainda segundo Sara André, foram ainda abordadas «outras temáticas de interesse para os jovens e prioritárias no Programa Juventude, nomeadamente a participação na construção da cidadania e consciência europeia, preservação ambiental, cultura e costumes das regiões envolvidas também foram enquadradas. Pois quando desenvolvidas por jovens com menos oportunidades estes exploram dimensões complementares e de extrema importância para a sua construção enquanto indivíduos».
O projecto contou, tal como afirmou, «com um conjunto de actividades que começaram a ser desenvolvidas pelos jovens nas suas próprias regiões e que culminaram com um encontro cujo tema foi “Constrói o teu Futuro”, nos dias 19 e 20 de março de 2010 no Pestana Grand Hotel».

Exposição fotográfica sobre cada Região

No âmbito do encontro, disse, foi inaugurada uma exposição fotográfica com imagens dos costumes, tradições e ambiente da cada Região, fotografadas pelos 23 jovens, presidida por Miguel de Sousa, vice-presidente da Assembleia Legislativa da Madeira. Realizaram-se, igualmente, «quatro workshops, dois que abordaram a temática da participação e democracia e consciência europeia, e outros dois desenvolvidos de acordo com a identificação feita pelos jovens participantes do sector do Turismo enquanto potencialidade empreendedora, como forma de combate ao desemprego, pobreza e exclusão social em que foram abordadas as realidades das duas Regiões».
A iniciativa contou ainda com um vasto conjunto de oradores que, na opinião de Sara André, enriqueceram a actividade, entre os quais destacamos o secretário regional dos Recursos Humanos, Brazão de Castro, bem como o director Regional da Juventude, Jorge Carvalho, o eurodeputado madeirense Nuno Teixeira, entre outros convidados.
A par da exposição fotográfica, realizou-se ainda uma visita à Assembleia Legislativa da Madeira, um passeio pela ilha, onde puderam observar alguns costumes e tradições como também a flora e a fauna.




Marsílio Aguiar

sábado, 25 de dezembro de 2010

Dn- Fundação da Juventude- Empreendadorismo- Novembro 2010

Mais uma iniciativa de sucesso!!Obrigado a todos os participantes.

CEIM lança semana do Empreendedorismo


'Global Entrepreneurship Week' principia hoje no Funchal.
Tem hoje início, no Tecnopólo, a 'Global Entrepreneurship Week', uma iniciativa do Centro de Empresas e Inovação da Madeira (CEIM) e da Vice-Presidência do Governo Regional que desafiaram, novamente, 12 entidades a se aliarem ao movimento e a realizarem actividades em prol do empreendedorismo.
A 'Global Entrepreneurship Week Madeira' está alinhada com a estratégia nacional traçada para a Semana e conta com a SEDES - Associação para o Desenvolvimento Económico e Social e a APBA - Associação Portuguesa de Business Angels como parceiros nacionais.
A 'Global Entrepreneurship Week Madeira' pretende desencadear actividades que despertem para o fomento da cultura empreendedora entre os madeirenses e sensibilizar para a sua importância como forma de estímulo ao desenvolvimento económico e social. As actividades foram concebidas para abordar conceitos directamente relacionados com o meio empresarial e despertar atitudes e comportamentos tais como a criatividade, a iniciativa, o sonho, a ambição, a dedicação e a motivação para empreender.
Até dia 19, estão previstas 17 actividades, cujo programa poderá ser consultado em http://www.ceim.pt/.
Em representação dos promotores da 'Global Entrepreneurship Week Madeira' estará Patrícia Dantas de Caires, do CEIM.
Em representação dos parceiros da 'Global Entrepreneurship Week Madeira', estarão, entre outros, Assis Correia da Associação Comercial e Industrial do Funchal - Câmara de Comércio e Indústria da Madeira, Rui Cortez - Associação dos Jovens Empresários Madeirenses, Isabel Rodrigues da Direcção Regional de Comércio, Indústria e Energia, Sara André da Fundação da Juventude, José Gouveia do Instituto de Desenvolvimento Empresarial e Raul Caires do Madeira Tecnopólo.






terça-feira, 21 de dezembro de 2010

JM - Fundação da Juventude Projecto do Bullying









Jornal da Madeira / Região / 2010-12-18


Fundação da Juventude e centro comunitário unem-se para dar formação nesta área
Jovens contra o bullying

A escolha da Escola Básica e Secundária Gonçalves Zarco ficou a dever-se ao facto de ser o estabelecimento escolar onde estudam muitos dos alunos residentes em São Martinho, explicou Sara André.



A Delegação da Fundação da Juventude na Madeira realizou ontem uma campanha de sensibilização sobre o bullying, dirigida a alunos da Escola Básica e Secundária Gonçalves Zarco.
A acção decorreu nas instalações do Centro Comunitário de São Martinho, no Centro de Segurança Social da Madeira, na Nazaré.
Sara André, directora regional da Fundação, disse que esta foi a primeira de uma série de iniciativas do género que a Fundação pretende desenvolver junto de escolas da Região. Intenção que está ainda dependente da candidatura ao Programa Juventude que a Fundação vai apresentar, visto que este ano já não havia verbas para este fim.
A iniciativa de ontem decorreu de uma parceria entre a Fundação e o Centro Comunitário, disse Sara André.
«A Fundação tem como objectivo trabalhar com jovens e a sua reinserção na vida activa, sendo a componente da formação muito importante», adiantou a directora regional da referida instituição.
Sará André acrescentou que, sendo o bullying uma questão actual, «é uma problemática que importa a todos combater».
A escolha da Escola Gonçalves Zarco ficou a dever-se ao facto de ser o estabelecimento escolar onde estudam muitos dos alunos residentes em São Martinho, explicou Sara André.
Conforme acrescentou, este é um projecto feito de jovens para jovens. Os que lá estavam ontem recebem formação nesta área e, depois, transmitem-na aos colegas.
Sara André esclareceu que estas acções não se devem ao facto de ter havido um aumento da violência escolar, mas da percepção de novas formas de bullying, como é o caso de alunos que filmam colegas e colocam esses vídeos na internet, para os humilhar. Situação que, como disse, não podemos permitir.
Incutir respeito e auto-estima são alguns dos objectivos desta formação, que inclui a família e a comunidade educativa.
Por seu turno, Rui Caetano, director da Escola Gonçalves Zarco, disse que este tipo de acção é importante e que se insere no plano da escola em combater a indisciplina e a violência.
Admitindo haver alguns casos pontuais de bullying, Rui Caetano disse que não é por isso que o fenómeno deve ser desvalorizado.
Outro dos projectos que a escola pensa desenvolver nesta área é envolver os pais dos alunos, docentes e funcionários da escola.

Anete Marques Joaquim

DN- Fundação da Juventude projecto bullying

Estudantes da Gonçalves Zarco sensibilizam para o 'bullying'

As campanhas de sensibilização serão efectuadas por jovens e para jovens

O projecto da Fundação de Juventude será levado a cabo, por agora, na Escola Gonçalves Zarco. FOTO ARQUIVO
 
Combater o 'bullying' através da sensibilização dos jovens pelos próprios jovens é o objectivo da campanha levada a cabo pela delegação da Madeira da Fundação da Juventude, em parceria com o Centro Comunitário de São Martinho. Nesta primeira acção, o estabelecimento de ensino envolvido é a Escola Básica e Secundária Gonçalves Zarco.
Na apresentação do projecto, realizada ontem à tarde no referido centro comunitário, a presidente da Fundação da Juventude, Sara André, destacou a circunstância de esta campanha de sensibilização ser levada a cabo pelos próprios jovens, considerando que se trata de uma forma privilegiada de transmitir a mensagem, aproveitando o facto de a linguagem ser mais compreensível entre eles.
Para tal, a Fundação da Juventude tem vindo a promover um conjunto de acções de formação para um grupo de alunos, que serão, precisamente, os transmissores das mensagens de "auto-estima e de respeito pelo outro", através das quais se pretende combater o fenómeno.
Sara André admite que, no futuro, este projecto possa se alargar às restantes escolas da Região e nesse sentido será formalizada uma nova candidatura visando o apoio do Programa Juventude, da União Europeia. Isto depois da candidatura efectuada este ano ter-se gorado por já não haver verbas disponíveis.
O presidente da escola Gonçalves Zarco, Rui Caetano, destaca a importância deste tipo de campanhas, admitindo a "existência de alguns fenómenos de pequena violência" nas escolas. O docente considera que mesmo que essa violência seja pontual,  torna-se fundamental "encontrar forma de a combater".

DN- AAUMa e MOVE







Movimento propõe-se trazer arte à cidade

Uma exposição no edifício da reitoria da UMa marca o início da actividade da MOVE. FOTO OCTÁVIO PASSOS/ASPRESS
 
Chama-se MOVE - Movimento de Vontade de Expressão, é composto por antigos alunos do Curso de Artes da Universidade da Madeira (UMa) e propõe-se intervir sob várias formas de expressão artística no centro da cidade do Funchal e, num horizonte mais amplo, em toda a Região.
A primeira iniciativa deste movimento, que nasceu em resposta ao repto lançado no início deste ano pela Associação de Antigos Alunos da UMa, é uma exposição colectiva que está patente no edifício da reitoria da UMa,  e que foi inaugurada ontem à tarde, num acto que teve a presença do reitor da universidade, Castanheira da Costa.
Trata-se de um conjunto de trabalhos de 12 artistas madeirenses, antigos estudantes da UMa, alguns deles cujos trabalhos já ultrapassaram as fronteiras da Madeira e do próprio país.
Uma das dinamizadoras da MOVE, Filipa Freitas, explica que o movimento pretende, através da arte, "trazer uma nova vida à cidade", admitindo que, no caso particular deste tipo de "intervenções artísticas efémeras", existe uma lacuna por preencher na Região.
A artista plástica madeirense adianta ainda que os objectivos do movimento não se cingem à esfera local, assumindo também o objectivo de promover um intercâmbio de experiências com outros artistas nacionais e estrangeiros, aproveitando o facto de alguns antigos alunos terem estado envolvidos no programa Erasmus.
Por seu lado, a presidente da Associação dos Antigos Alunos da UMa, Sara André, justifica o repto lançado a este grupo de artistas como uma forma de "recuperar o espírito" que os alunos das artes assumiram há alguns anos e do qual resultaram várias intervenções na cidade do Funchal, a mais importante, porventura, a cobertura de diversas estátuas. Uma maneira, também, de sensibilizar os actuais alunos de artes da universidade madeirense para que voltem a assumir este tipo de intervenções públicas.
Sara André explica que este é, igualmente, um contributo que aquela associação pretende dar à cultura madeirense, numa época em que, por influência da crise, sai severamente penalizada.
Resta dizer que esta exposição estará patente ao público até ao próximo dia 30 de Dezembro, no horário normal de expediente da universidade.

DN- Rubrica de Agostinho Silva


Sara AndréDeputada do PSD-madeira
Teve a coragem de denunciar, no Parlamento, factos e distorções que prejudicam o normal funcionamento da Saúde, em benefício dos interesses que ali se movimentam. Um alerta oportuno, na hora de reequacionar tudo.

Dn- Carta do Leitor- todos têm direito à sua opinião

O Lobby Médico

 
M. Pedro Freitas
Depois de ler o extracto da intervenção da Dra. Sara André, na Assembleia Regional, sob o título "Governos estão Reféns dos Médicos" a minha primeira reacção foi dar os parabéns pela coragem demonstrada em atacar os médicos, um lobby de marginais e de criminosos. Apesar de ser uma deputada da maioria que suporta o Governo Regional, conseguiu aquilo que a oposição tem vindo a fazer, sem qualquer sucesso: colocar em causa a política de saúde do seu governo na Região e destruir todos os esforços que a Secretaria Regional dos Assuntos Sociais tem feito no sentido de cativar os  seus funcionários para uma nova filosofia em termos de cuidados de saúde.
Num período de contenção de despesas, para quê alimentar e gastar o dinheiro, que é de todos nós, com os deputados da oposição, se um único pode fazer o trabalhinho.
Substituam-se já estes "inúteis" pela Sra. deputada Sara André e  poupar-se-iam milhares de euros em vencimentos, em viagens, em ajudas de custo, em despesas de representação e em subvenções vitalícias, etc. etc.
Todo este bla-blá seria normal se o escriba deste texto não fosse médico, um médico que não reconhece à Sra deputada o direito de lapidar toda uma 
classe de prestadores de saúde que, na sua esmagadora maioria, faz o melhor que pode e sabe, e com o maior profissionalismo. Se são baldas, incumpridores de horários, certamente que têm na classe política a que a Sra. deputada pertence os melhores exemplos. Mas mesmo assim conseguem ser mais baratos: fazem um trabalho útil e de grande responsabilidade; não têm férias de Verão, de Natal ou Pascoa, nem nos restantes meses trabalham um dia de vez em quando; o seu vencimento base é inferior ao dos deputados; não recebem subvenções vitalícias após 12 anos de trabalho; não recebem do erário público dividendos para despesas de representação, nem viagens.
Perante as afirmações da senhora deputada permita-lhe dizer que as minhas cinco décadas e meia de vida ensinaram-me muita coisa e uma delas foi ter um 
espelho em casa, ainda que de má qualidade e comprado na loja do chinês.
Apesar de ser médico especialista, com 27 anos de actividade profissional (se fosse deputado já estaria reformado há 15 anos), com horário de 35 
horas e com fama de ganhar muito dinheiro, o montante correspondente à minha categoria profissional estipulado não pelo lobby dos médicos mas pelo seu, é de 2.600 euros, o que é muito inferior ao da Sra. deputada.
Se a Sra. Deputada tivesse um espelho em casa e se colocasse à sua frente veria que o lobby dos políticos a que pertence é mais poderoso que o dos médicos; veria que é ele que define os seus próprios vencimentos; veria que foi o lobby dos políticos a que a Sra. deputada pertence que reduziu pensões de reforma, que retirou abonos de família, mas manteve os seus privilégios - manteve a subvenção vitalícia a que a Sra. deputada e seu lobby terá direito após 12 anos de "árduos" trabalhos, a que se  juntará uma segunda reforma derivada da sua profissão. É curioso verificar que, nesta questão, todo o lobby político, desde a direita à esquerda, se uniu. Que se lixe o povo!
Se, em vez de um espelho de má qualidade, utilizasse um de marca, a Sra. deputada conseguiria também ver eventuais negócios promíscuos, ou negociatas, em que a sua classe anda metida e que certamente nem de longe se comparam ao do lobby médicos.
Ainda que acredite que as declarações da Sra. Deputada Sara André tenham sido feitas a título individual para denegrir a imagem dos médicos não posso deixar de lamentar os reflexos negativos que suas palavras podem ter na motivação destes prestadores de cuidados no Serviço Regional de Saúde.
A propósito da promiscuidade do lobby médico com a industria farmaceutica, julgo que o problema poderá ser ultrapassado se o lobby a que pertence der umas dicas ao meu, relativamente à forma como, ao vencimento dos médicos, pode ser associada uma taxa fixa para despesas de representação ou de formação, umas viagens e uma subvenção vitalícia. Desta forma, escusaria de, tal como fazem os meus colegas e como fiz há dias, sugerir a um  laboratório que me pagasse a realização de um curso de uma semana em  Lisboa, por forma a melhorar a minha prestação de cuidados no hospital.
Desculpem-me os políticos sérios, por misturá-los todos no mesmo saco, mas  os médicos também o foram no discurso de uma das vossas confrades.

8

Comentários

Este espaço é destinado à construçăo de ideias e à expressăo de opiniăo.
Pretende-se um fórum constructivo e de reflexăo, năo um cenário de ataques aos pensamentos contrários.

Pois, aqui vai uma discussão entre lobies. Os Caros senhores Drs ficaram incomodados com a realidade que a deputada fala. Normalmente não estão habituados a serem incomodados. Além dos lobbies que a classe politica têm e isso não se pode discutir, aqui faz-se com que o parente pobre seja os Srs DR,mt certamente mal pagos, com uns miseros 1600 euros. Então vamos a contas, acrescentamos aos 1600 um subsidio ridiculo de fixação de 700 euros e não nos esquecemos de em média 6000 euros de horas extraordinárias, ou seja,quase 1000 euros por cada 24h de serviço em que nessas 24 horas apenas colocam os pés no hospital cerca de 3 ou 4 horas e muitas vezes é durante a noite que é apenas para dormir. Nãonos esquecemos que enquanto recebem as horas extraordinárias estão na privada a dar consultas. Em cada 10 m por consulta ganham 55 euros e se o utente pedir para ser encaminhado para o hospitalo grande Sr Dr fica ofendido. "Se precisa de uma prótese joelho, anca. tirar a prostata,tirar a tiroide, cirurgia as varizes, cataratas...é melhor colocar na clinica".,Masna alta não se esqueça depassar o cheque na ordem dos 6000 euros. Como ainda não basta já agora leva uma receita e em baixo o grande Sr Dr assina " nãoautorizo o fornecimento de genéricos" devido a efectividade terapêutica. Resumindo, 20 000 mensais leva o grande Sr DR, masnãopodemos abrir o bico porque cai o mundo e trindade...Pelomenos alguem teve a coragem de falar...

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

DN- Henriqueta Reynols contesta acusações de Sara André 17-12-2009

Henriqueta Reynols contesta acusações de Sara André

Actualizado ontem às 19:17.
Fotos: Teresa Gonçalves
A recém-eleita presidente do conselho distrital da Madeira da Ordem dos Médicos acusa a deputada do PSD, Sara André de, refugiada na imunidade, fazer graves críticas aos médicos do Serviço Regional de Saúde.
No debate do Orçamento e Plano para 2011 a deputada social-democrata acusou os clínicos de terem o SESARAM como refém dos interesses da classe. Afirmações que Henriqueta Reynolds considera graves e que só foram proferidas porque Sara André está protegida pela imunidade parlamentar.
A nova presidente da Ordem dos Médicos na Madeira diz ainda que não conhece qualquer caso de promiscuidade de clínicos que trabalham no sector público e também no privado, mas promete estar atenta.
Esta entrevista a Henriqueta Reynolds pode ser vista na íntegra esta quinta-feira, depois das 21horas no Espaço Multimédia. Pode ainda ser lida na edição de sexta-feira do DIÁRIO e ouvida na TSF, depois das notícias das 9h30.


9

Comentários

Este espaço é destinado à construçăo de ideias e à expressăo de opiniăo.
Pretende-se um fórum constructivo e de reflexăo, năo um cenário de ataques aos pensamentos contrários.
os medicos trabalham muito? ah sr nao me faça rir..eles passam visita de manhã nem ficam com um doente um minuto nem o ouvem nem dao oportunidade de o doente tirar duvidas nem o medico esclarecer a duvida do doente..pois a preocupaçao do medico é se despachar porque o interesse é ir á tarde para a privada..de tarde nao se ve um medico nos andares ,os doentes ficam á mercê dos enfermeiros,o medico so olha para o doente pergunta onde lhe doi e prescreve o medicamento mas quem faz tudo cuida etc é o enfermeiro...esses sim sabem o que é trabalhar no duro
Parabens Sra. Dra. Acabou de ser eleita e já está a tentar tapar o sol com a peneira. Se continuar assim, vai ser uma "optima" presidente.
Esta médica optou por trabalhar em exclusividade no hospital há 18 anos.
Deixou nesta altura qualquer actividade privada.
Ela encabeça uma lista (vencedora) contra o sistema instalado.
Foi demitida pela administração e substituída por quem faz exactamente o contrário, trabalha na privada.
Isto é uma vergonha!
Há médicos que merecem todas, mesmo todas, as críticas.
Mas antes de criticar todos, separem o trigo do joio, sob pena de incendiar toda a classe.
Não pague o todo pela parte.
Os médicos, os padres, os juízes não são endeusados!
São terrenamente humanos!
Somente!
Que pobreza de espírito Srª Anónima... Os salários são assim porque eles trabalham para isso! Um médico que trabalhe menos, ganha menos, obviamente! A Srª Anónima devia pensar antes de dar liberdade aos dedos que passam para a rede os devaneios que lhe passam pela ?cabeça?!
Por favor Dra. não perca tempo, não responda, não se deixe conspurcar pela lama profissional das Saras Andrés deste mundo.
os medicos deviam ganhar uns 2500 euros apenas no hospital e o preço de cada consulta num consultorio medico privado devia ser apenas 20 euros ou entao o medico que trabalha no hospital nao devia das consultas na privada e se der consultas na privada nao deviam ter direito a trabalhar no hospital..é um exagero os salarios dos medicos..
Meu caro amigo você acha 2500€ um salario muito alto, e os advogados que trabalham no privado e tambem no governo e que também são deputados na assembleia que fazem as leis do jeito que lhes dá ? Eu acho que os médicos deviam ganhar mais porque estudaram e vão estudar durante uma vida, a salvar vidas a ouvir os problemas e a dar esperança as pessoas, e já agora os jogadores e os clubes de futebol que tal começarem a se preocupar com eles ?
E você acha que 2500 euros é pouco para não fazer nada?
E quem ganha 500 euros e trabalha no duro de manha a noite. É POR CAUSA DE GENTE ESTÚPIDA E MAL AGRADECIDA COMO TU QUE ESTE PAIS ESTA COMO ESTA.
GANHAM BALÚRDIOS NÃO FAZEM A PONTA DUM CORNO E AINDA TEM A LATA DE DIZER QUE 2500 EUROS É POUCO. VAI MAS É PARA O RAIO QUE TE PARTA.
pois claro que esta medica tem de defender os seus colegas ou nao era medica tambem hehehehh